Avanços recentes em Engenharia de Tecidos, nomeadamente do tecido nervoso periférico conduziram ao desenvolvimento de tubos-guia, que podem ser implantados vazios ou preenchidos com factores de crescimento ou células estaminais.
Resultados obtidos de experimentação in vitro e em modelos animais, as células estaminais mesenquimatosas (MSCs) parecem ser uma arma atractiva neste contexto clínico, ou seja, para a regeneração do nervo periférico após lesões graves de secção, muitas vezes acompanhadas de perda de substância.
Tal como todas as estruturas anatómicas, o sistema nervoso periférico realmente está sujeito traumatismos e lesões, devido a acidentes, quer de origem externa (traumatismos, quedas, lacerações, queimaduras, tracção, muitas vezes observados como acidentes motorizados e acidentes de trabalho) quer de origem interna (neoplasias, lesões iatrogénicas, compressões de outros órgãos e estruturas). As lesões do nervo periférico estão quase sempre associadas a lesões secundárias do músculo ou grupo de músculos que inervam, conduzindo muitas vezes à disfunção irreversível, como perda de locomoção ou de utilização de uma mão.
Neste sentido a utilização de biomateriais associados a MSCs da geleia de Wharton e as estratégias terapêuticas de fisioterapia de acompanhamento pós-operatório trazem uma esperança renovada aos doentes que sofreram deste tipo de lesão e onde a técnica de reconstrução por microcirurgia não permitiu recuperar a função por completo. A Universidade do Porto, nomeadamente investigadores do ICBAS e do CECA-ICETA têm-se dedicado nos últimos 10 anos ao estudo da regeneração nervosa tendo sido publicados recentemente mais dois artigos científicos.
Pode consultar os artigos na íntegra aqui:
