Para pacientes que necessitem de um transplante hematopoiético, o sangue do cordão umbilical (SCU) é o tipo de amostra ideal como fonte de células estaminais hematopoiéticas, podendo ser uma amostra do próprio (guardada num banco familiar como a Biosckin, SA – Criovida) ou de um dador histocompatível (que pode ser um familiar que tem a sua amostra criopreservada num banco familiar ou proveniente de um banco público). O SCU é igualmente uma importante fonte de outros tipos celulares, nomeadamente as células progenitoras endoteliais, células estaminais mesenquimatosas e as VSELs (Very Small Embryonic-like Cells), com grande potencial de utilização clínica na regeneração de tecidos e órgãos.
Normalmente, o número de células estaminais hematopoiéticas presentes numa amostra de SCU pode ser insuficiente, principalmente quando se pretende fazer um transplante hematopoiético num individuo adulto. Têm sido desenvolvidas estratégias terapêuticas no sentido de contornar essa limitação de aplicação clínica, nomeadamente, juntando várias amostras de SCU de diferentes dadores histocompatíveis, a multiplicação dessas células estaminais hematopoiéticas ex vivo recorrendo a biorreactores, aumentando a capacidade de homing (ou seja, de migração para as zonas lesadas) ou de enxerto, ou melhorando a colheita e o processamento das amostras de SCU. Considerando esta última estratégia, recorrendo ao processamento avançado, consegue-se criopreservar até mais 15% de células estaminais hematopoiéticas, comparativamente ao processamento standard e é ainda possível criopreservar as VSELs, promovendo a criopreservação de amostras de SCU de elevada qualidade.
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