As células estaminais mesenquimatosas (MSCs) do tecido do cordão umbilical (TCU) têm a capacidade de se diferenciar em diversos tecidos nomeadamente em osso, cartilagem, músculo, nervo e tecido adiposo.
Têm ainda a capacidade de produzir pequenas moléculas (fatores de crescimentos e citoquinas inflamatórias) durante a sua expansão in vitro, capazes de promover a regeneração de tecidos.
O grupo de ID&I da Biosckin, Molecular and Cell Therapies, S.A. assim como inúmeros grupos de investigação internacionais têm vindo a testar a utilização destes fatores produzidos pelas células estaminais mesenquimatosas na regeneração de tecidos, nomeadamente de tecido nervoso e músculo-esquelético, mas também na regeneração das células pancreáticas produtoras de insulina assim como do miocárdio, entre outros.
Denomina-se de meio condicionado e pode ser aplicado nos tecidos, sem necessidade da presença das MSCs para promover a regeneração.
As células estaminais mesenquimatosas do tecido do cordão umbilical promovem ainda a expansão das células estaminais hematopoiéticas do sangue do cordão umbilical (SCU) e a sua diferenciação, quando transplantadas em conjunto (TCU+SCU), principalmente devido a esta capacidade de produção e secreção destas moléculas.
Sendo assim, aumentam largamente o sucesso do transplante hematopoiético recorrendo ao sangue do cordão umbilical, em caso de doença hemato-oncológica.
Quando o SCU não é utilizado para o próprio mas num familiar histocompatível, as MSCs do tecido do cordão umbilical co-transplantadas diminuem drasticamente as hipóteses de ocorrência da Doença do Enxerto-versus-Hospedeiro, a principal causa de insucesso dos transplantes e de morte desses pacientes.
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