O britânico John Gurdon (Professor no Instituto Gurdon em Cambridge) e o japonês Shinya Yamanaka (Professor na Universidade de Quioto) são o Nobel da Medicina de 2012, pela descoberta de que as células já especializadas podem ser reprogramadas para voltar a um passado em que têm as características das células estaminais embrionárias. E, a partir daí, conseguem voltar a originar todos os tecidos do organismo – as chamadas células estaminais pluripotentes induzidas (iPSCs). Esta alteração é conseguida através de um processo de reprogramação genética. As iPSCs podem ser obtidas a partir das várias subpopulações de células estaminais presentes no cordão umbilical, incluindo a partir das células estaminais hematopoiéticas CD34+ presentes no sangue do cordão umbilical ou das células estaminais mesenquimatosas da geleia de Wharton do cordão umbilical.
Pela primeira vez a nível mundial, o investigador Kenji Osafune, também da Universidade de Quioto no Japão, e os seus colaboradores conseguiram desenvolver tecido renal a partir das células iPSCs. O artigo científico intitulado Monitoring and robust induction of nephrogenic intermediate mesoderm from human pluripotent stem cells foi publicado na revista científica internacional Nature Communications a 22 de Janeiro de 2013. A equipa de investigadores conseguiu que 90% das iPSCs produzidas fossem OSR1+. Estas células iPSCs OSR1+ são pois potencialmente úteis na produção in vitro e in vivo de múltiplas células de diversos órgãos, como por exemplo o rim, que derivam durante a embriogénese da mesoderme intermediária. A sua futura utilização em terapias celulares é provavelmente uma realidade muito próxima para aqueles doentes que fazem hemodiálise por doença renal.
