No mês de Julho foi publicado no Journal of Experimental Medicine o artigo científico intitulado “PDGFRα and CD51 mark human Nestin+ sphere-forming mesenchymal stem cells capable of hematopoietic progenitor cell expansion”. Este trabalho foi desenvolvido pelos investigadores Sandra Pinho, Julie Lacombe, Maher Hanoun, Toshihide Mizoguchi, Ingmar Bruns, Yuya Kunisaki e Paul S. Frenette.
A principal investigadora Sandra Pinho, que pertence ao Instituto Ruth L. and David S. Gottesman for Stem Cell and Regenerative Medicine Research e ao departamento de biologia celular do Albert Einstein College of Medicine (Bronx, Nova Iorque), conseguiu expandir in vitro o número de células estaminais hematopoiéticas presentes na medula óssea. Este feito irá permitir aumentar o número de células estaminais hematopoiéticas disponíveis para a realização de tratamentos hematopoiéticos, como ocorre nas doenças hematológicas, pelo que poder-se-ão contornar os problemas relacionados com o número restrito de dadores disponíveis e o número insuficiente de células estaminais hematopoiéticas presentes nas amostras de medula óssea e nas unidades de sangue do cordão umbilical disponíveis para a realização dos tratamentos hematopoiéticos.
Outro achado promissor da investigação foi constatar que a população de células estaminais hematopoiéticas (presentes na medula óssea ou no sangue do cordão umbilical) pode ser expandida em laboratório através do contacto com células estaminais mesenquimatosas e, quando transplantadas, conseguem reconstituir o sistema sanguíneo.
