No caso de utilização das células estaminais hematopoiéticas para tratamento de doenças hemato-oncológicas, a quantidade necessária de células depende do tipo de doença, do peso do doente e do nível de compatibilidade entre dador e paciente, entre outros fatores.
Cada amostra de sangue do cordão umbilical (SCU) é única e difere no seu volume e conteúdo celular pelo que a escolha da amostra a usar num determinado transplante estará dependente da situação clínica em causa.
O sucesso de um transplante hematopoiético depende então de vários fatores, nomeadamente da histocompatibilidade HLA, quando as amostras não são do próprio, depleção de eritrócitos antes da criopreservação do SCU, dos protocolos de congelação e descongelação das amostras de SCU e TCU utilizadas, do conteúdo de células estaminais CD34+ viáveis e da sua capacidade de originar as chamadas unidades formadores de colónias (CFU).
Dependendo do tipo de tratamento, poderá haver a necessidade de, para além de um transplante autólogo, ou seja, com as células estaminais do SCU criopreservadas do próprio, usar também outras amostras até perfazer a dosagem de células estaminais hematopoiéticas.
A expansão in vitro e em ex vivo
Nesse sentido poderá ser feito em conjunto ou de forma sequencial, um transplante alogénico, por exemplo, utilizando uma amostra de SCU ou de medula óssea de um dador histocompatível, no sentido de aumentar o número total de células estaminais necessárias ao tratamento.
Neste momento, estão vários estudos em curso no sentido de proporcionar a expansão in vitro e em ex vivo das células estaminais hematopoiéticas do SCU, permitindo aumentar o número de células estaminais hematopoiéticas para utilização nos tratamentos.
As células estaminais mesenquimatosas (MSCs) do TCU promovem a expansão das células estaminais hematopoiéticas SCU e a sua diferenciação, quando transplantadas em conjunto (TCU+SCU), principalmente devido a esta capacidade de produção e secreção de determinados fatores de crescimento. Sendo assim, aumentam largamente o sucesso do transplante hematopoiético recorrendo ao SCU, em caso de doença hemato-oncológica. Quando o SCU não é utilizado para o próprio mas num familiar histocompatível, as MSCs do TCU co-transplantadas diminuem drasticamente as hipóteses de ocorrência da Doença do Enxerto-versus-Hospedeiro, a principal causa de insucesso dos transplantes e de morte desses pacientes.
