As células estaminais mesenquimatosas isoladas do sangue do cordão umbilical apresentam um efeito neuroprotector em doentes que sofram de esclerose múltipla.
A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença crónica, inflamatória e degenerativa, que afecta o Sistema Nervoso Central (SNC).
É uma doença que surge frequentemente entre os 20 e os 40 anos de idade com uma incidência superior nas mulheres do que nos homens, na raça caucasiana e residente no Hemisfério Norte.
Esta patologia é diagnosticada a partir de uma combinação de sintomas e da evolução que a doença apresenta no doente, com recurso a exames clínicos/exames complementares de diagnóstico nomeadamente Ressonância Magnética Nuclear, Estudo de Potenciais Evocados e Punção Lombar.
Estima-se que em todo o mundo existam cerca de 2.500.000 pessoas com EM (dados da Organização Mundial da Saúde) e em Portugal mais de 8.000 (Gisela Kobelt, 2009 e dados da SPEM).
A EM é causada por uma combinação de factores. É provável que as pessoas com EM, por razões hereditárias, sejam, até certo ponto, propensas a desenvolver a doença. Então, um factor ambiental desconhecido poderá activar o sistema imunológico, conduzindo a uma doença auto-imune, que ataca posteriormente a substância branca (mielina) do SNC.
Recentemente, a utilização de células estaminais mesenquimatosas (MSCs) em ensaios clínicos e com modelos animais, tem demonstrado o potencial terapêutico para a EM. As MSCs isoladas do sangue (SCU) e do tecido do cordão umbilical (TCU) apresentam um efeito neuroprotector, regredindo o quadro clínico de doentes com EM ou com outras doenças neurodegenerativas.
Ao optar pelo Serviço Avançado – Sangue e Tecido do Cordão Umbilical, irá ter um número superior de MSCs isoladas a partir do sangue do cordão criopreservadas e terá ainda a possibilidade de criopreservar as MSCs presentes na geleia de Wharton do cordão umbilical.
Pode consultar o artigo na íntegra aqui:
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26725557
