A definição do DSM-IV-TR (2002) de transtorno autista refere a presença de um desenvolvimento comprometido ou acentuadamente anormal da interação social e da comunicação e um repertório muito restrito de atividades e interesses por parte da criança.
No entanto, as manifestações do transtorno variam imensamente, dependendo do nível de desenvolvimento e da idade cronológica do indivíduo.
Estima-se que cerca de 20 entre cada 10 mil crianças sofre de perturbações características do autismo e é quatro vezes mais comum no sexo masculino do que no feminino. É encontrado em todo o mundo e em famílias de qualquer configuração racial, étnica e social.
Utilização de células estaminais da própria criança para tratamento do autismo
Em Agosto de 2012 o Cord Blood Registry (CBR - banco privado de criopreservação do sangue do cordão umbilical) em parceria com o Sutter Institute for Medical Research em Sacramento, na Califórnia (Estados Unidos da América) iniciaram um ensaio clínico para a utilização de células estaminais autólogas (da própria criança) do sangue do cordão umbilical para tratamento do autismo.
Este ensaio clínico, liderado pelo Dr. Michael Chez, Director do Serviço de Neurologia Pediátrica do Sutter Institute for Medical Research, foi aprovado pela Food and Drugs Administration (FDA).
O procedimento clínico é simples, e à semelhança daquele realizado na Universidade de Duke pelo grupo da Doutora Joanne Kurtzberg para o tratamento de paralisia cerebral, consiste na infusão de células estaminais do sangue do cordão umbilical da própria criança, criopreservado no momento do parto.
Após o procedimento clínico as crianças foram avaliadas em termos de linguagem e comportamento. O ensaio clínico incluiu 30 crianças com idades compreendidas entre os 2 e os 7 anos, que foram selecionadas segundo os critérios de inclusão para o referido estudo.
As crianças levaram duas infusões (uma infusão placebo e uma infusão das células estaminais do seu sangue do cordão umbilical) durante o período de 13 meses.
Os primeiros resultados extremamente positivos deste estudo foram recentemente disponibilizados à comunidade científica, sendo a maioria manifestada através da melhoria de linguagem e comportamento social.
