A geleia de Wharton é uma substância gelatinosa que se encontra dentro do cordão umbilical, em grande parte composta de mucopolissacarídeos (ácido hialurónico e sulfato de condroitina).
Ela também contém várias populações celulares diferentes, nomeadamente células estaminais mesenquimatosas (MSCs). É derivada da mesoderma extra-embrionária e permite proteger os vasos sanguíneos durante toda a gestação.
As células estaminais mesenquimatosas (MSCs) isoladas da geleia de Whärton do cordão umbilical do bebé são provavelmente as células mais adequadas para utilização em terapias celulares e engenharia de tecidos, quer em situações clínicas do próprio (tratamentos autólogos) ou de outros indivíduos (tratamentos alogénicos), devido ao fato de terem propriedades hipo-imunogénicas, não terem caraterísticas neoplásicas, poderem ser obtidas de tecidos descartados no pós-parto (cordão umbilical) e por isso, não acarretando limitações éticas, como acontece com as células estaminais de origem embrionária, obtidas a partir de embriões clonados ou embriões excedentários obtidos na reprodução medicamente assistida.
O cordão umbilical humano tem aproximadamente 50 a 60 cm de comprimento onde se encontra a geleia de Whärton, e tem 3 segmentos distintos, nomeadamente o segmento maternal, medial e fetal, considerando o segmento estar mais próximo da placenta, numa posição intermédia ou mais próximo do bebé, respetivamente.
As MSCs isoladas de qualquer destes segmentos apresentam as características mínimas exigidas pela International Society for Cellular Therapy (ISCT), no entanto as MSCs isoladas dos segmentos maternal e fetal parecem apresentar maior capacidade de proliferação e de viabilidade, para além de serem preferidas para serem utilizadas em regeneração óssea.
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