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Fevereiro 15, 2010
Conceito de medicina regenerativa e de terapia celular
Actualmente, a medicina regenerativa e a engenharia de tecidos são uma
área promissora da medicina, no tratamento de patologias que requerem a
substituição de tecidos e órgãos irreversivelmente lesados, que pelos
tratamentos standard não regeneram. Implica a associação de sistemas
celulares, autólogos (do próprio) ou alogénicos (de um dador compatível)
com biomateriais. Nesse aspecto, as células estaminais de origem
extra-fetal como as do sangue do cordão umbilical, da matriz do cordão
umbilical e da placenta, apresentam grandes vantagens comparativamente
àquelas obtidas da medula óssea e de embriões obtidos por transferência
nuclear somática ou embriões excedentários de técnicas de reprodução
assistida.
São tecidos normalmente descartados, em que a sua utilização não
implica problemas éticos nem qualquer perigo para a mãe e para o bebé.
São células com elevada plasticidade e menor exigência em termos de
histocompatibilidade, quando usadas de forma alogénica, o que permite
abranger um número mais elevado de doentes, comparativamente à
utilização de células estaminais da medula óssea ou recolhidas por
aferése. Actualmente, a utilização destas células de origem extra-fetal
está perfeitamente estandardizada, para transplante de medula óssea no
caso de doenças hemato-oncológicas. Recorrer-se a técnicas de engenharia
de tecidos para tratamento de patologias de tecidos estruturais como o
tecido musculo-esquelético, ósseo e o nervo periférico, como tratamento
compassivo de doentes, é uma realidade em todo o mundo. Está-se neste
momento, em fase experimental (ensaios clínicos, experimentação animal
ou com culturas celulares) a sua utilização em tecidos funcionais (como o
miocárdio, o sistema nervoso central e o pâncreas). A capacidade de
associar células estaminais do próprio (e por isso sem qualquer risco de
rejeição ou de transmissão de doenças víricas e priónicas) com
materiais biocompatíveis é o gold standard de tratamento de muitas
patologias sem solução com os tratamentos clássicos, para muitos doentes
Fonte: Comissão Científica da Biosckin, Molecular and Cell Therapies, SA.