O Bebé e o Mundo
O Infantário e os outros
Está na altura de deixar o seu bebé dar os primeiros passos para fora do ninho. E claro que quer encontrar o local perfeito para ele. Um infantário, uma creche, uma ama? O que interessa, na verdade, é que ele fique seguro e rodeado de um bom ambiente.
A separação é sempre um momento difícil, tanto para si como para o seu bebé. Mas o seu papel é minimizar esse sentimento nele e ajudá-lo a adaptar-se ao seu novo mundo. Mais cedo ou mais tarde, todas as crianças vão ter que saber lidar com tudo isso. Faz parte da aprendizagem da vida! E do desenvolvimento das suas capacidades intelectuais e aptidões sociais. Só boas razões para tratar do assunto com naturalidade e voltar ao trabalho tranquila.
Para fazer uma boa escolha, não se esqueça de ter em atenção alguns pontos importantes:
- As normas de segurança e higiene são requisito essencial que o local que escolher deve cumprir; nomeadamente as Normas Reguladoras de Funcionamento das Creches e as disposições constantes do artigo 43º. do Decreto-Lei nº 30/89, de 24 de Janeiro.
- Um ambiente são, com bastante luminosidade, de espaços amplos e adequados à idade das crianças, e que tenha um recreio. Um sítio onde o seu bebé possa ser feliz.
- As pessoas acabam também por ser um dos factores mais relevantes. Afinal, são elas que vão cuidar do seu bebé. Saiba quem são, faça-lhes perguntas e observe com os seus olhos a interacção entre elas e as crianças.
Sugestões
Para tornar a primeira separação mais fácil, nesse primeiro dia de infantário, temos 3 pequenos conselhos que podem fazer milagres:
1. Aponte para o infantário, e para outras crianças se tiver oportunidade, e diga-lhe que se vai divertir muito ali, com muitas brincadeiras e amigos novos.
2. Despeça-se dele; é um péssimo hábito tentar sair enquanto ele está distraído. Isso pode induzir um sentimento de traição. Mas não se demore na despedida: diga-lhe adeus e que volta para o buscar dali a umas horas, com calma e segurança.
3. Quando o entregar, faça-o de uma vez só e tente nem olhar para trás. Ele vai perceber que a decisão está tomada, não vale a pena tentar protestar.
Fale com o seu bebé à vontade, como se ele de facto a compreendesse. Vai-lhe transmitir maior segurança e ele vai perceber que não o está a castigar, nem a abandoná-lo, e que as pessoas com quem ele ficar vão tratá-lo muito bem. Por muito que lhe esteja a custar a si também, faça os possíveis para lhe transmitir calma, e já sabe que é importante conter as lágrimas e controlar as suas emoções.
E acima de tudo, no fim do dia, não se sinta culpada de nada. Lembre-se que por esta etapa temos todos que passar.
Passeios e Actividades
O seu bebé é capaz de pôr em prática um conjunto de movimentos dentro de água, demonstrando os seus reflexos por ter estado em contacto com o meio líquido desde a gestação. Por este motivo e por a natação ser uma actividade importante, que traz bastantes benefícios para o seu filho, deve proporcionar-lhe a oportunidade de a praticar. Permite estimular o desenvolvimento dos órgãos sensoriais da criança, tais como o tacto, a audição, o olfacto e a visão. A natação também melhora a coordenação motora, proporcionando noções de espaço e de tempo, prepara a criança para o auto-salvamento, estimula o apetite, aumenta a resistência cardio-respiratória e muscular, previne doenças respiratórias e torna o sono mais tranquilo.
Se a prática da natação for aliada à música tanto melhor, pois esta combinação estimula a memória e aumenta o vocabulário da criança.
Apesar do seu filho ser capaz de estar dentro de água sem quaisquer problemas, as aulas de natação são realizadas em conjunto com os pais dentro da piscina até que o bebé tenha 3 anos, no sentido de transmitir segurança, transformando o eventual medo do desconhecido em algo familiar e agradável.
Igualmente aliado ao facto de estimular o desenvolvimento da criança, a ginástica é uma forma de evitar o problema da obesidade. Se incentivar o seu filho desde pequenino à prática de exercício físico está a reduzir um conjunto de potenciais problemas.
Doenças comuns
Sarampo, varicela, rubéola ou outra doença qualquer tão natural na infância, já todos tivemos. Lembra-se disso? É provável que agora chegue a altura do seu bebé passar por esse pequeno incómodo também. Mas não tem que se preocupar, em princípio.
Há vacinas para a maioria destas doenças e há mesmo umas que nem precisam disso; basta cuidados de higiene, de contacto e muito amor e carinho! A vacinação preventiva é muito importante e é bom que faça consultas regularmente com o seu médico para que se possa informar e receber toda a orientação necessária para o desenvolvimento saudável do seu bebé.
Sarampo
O sarampo é uma infecção viral muito contagiosa que tem uma erupção muito característica.
Sintomas:
- Febre muito alta
- Congestão nasal
- Dor de garganta
- Tosse seca
- Vermelhidão nos olhos
Após uns dias, aparece a erupção, com um aspecto de pintinhas vermelhas que começam rapidamente a crescer e que dão uma pequena comichão. Em pouco tempo, espalha-se pelo corpo todo.
Tratamento:
Logo aos primeiros sintomas procure o seu médico, para a sua criança ser vacinada. Ela deve manter-se sempre quente e cómoda e em repouso absoluto.
Rubéola
A rubéola é uma doença viral, contagiosa e benigna e na maioria dos casos não deixa sequelas. É mais comum nas crianças entre 5 e 9 anos de idade, mas pode também atingir adultos.
Sintomas: - manchas vermelhas no rosto, que se espalham pelo corpo e provocam comichão
- um pouco de catarro
- gânglios dolorosos atrás das orelhas
- dores nas juntas das mãos
Os sintomas são pouco específicos, e por isso pode confundi-los com os de outras doenças como a gripe ou o sarampo. Para tirar as dúvidas consulte o seu médico; o diagnóstico definitivo da rubéola é feito através de um exame de sangue.
Tratamento:
Não existe tratamento clínico específico para rubéola; é o nosso próprio organismo que produz anticorpos que, passados alguns dias, originam a cura e deixam o doente imune para sempre.
O doente deve ser isolado para evitar a propagação da doença.
Precauções:
Na gravidez pode ser uma doença perigosa e como é contagiosa, a vacina é o principal meio de prevenção.
Varicela
A varicela é altamente contagiosa, causa mal-estar e um desconforto geral. A vacina contra a varicela pode ser aplicada a partir dos 12 meses de idade.
Sintomas:
- mal-estar
- falta de apetite
- dor de cabeça
- cansaço
- febre baixa
Depois começam a surgir os pontos vermelhos no corpo, que se transformam em pequenas bolhas cheias de líquido e que provocam muita comichão. Depois as bolhas secam, ficam escuras, criam uma crosta e caem em duas semanas.
Na gravidez há o risco da mãe contaminar o bebé causando baixo peso, cicatrizes cutâneas, alterações na visão e algumas malformações.
Tratamento:
Como quase todas doenças viróticas, a varicela desaparece depois de completar o seu ciclo no nosso organismo. Até que isso aconteça mantenha uma boa higiene, para evitar a infeccção nas feridas que abrem pelo corpo, e o isolamento, para não contagiar. Consulte sempre o seu médico e comunique-lhe os seus sintomas, caso persistam.
Alguns cuidados que deve ter: - Não coce as feridas para não causar infecção nem deixar cicatrizes;
- Lave suas mãos e as da criança, várias vezes ao dia, com sabonete antibacteriano e água abundante;
- Embora seja tentador, não arranque as crostas;
- É preciso descansar muito;
- Beber muitos líquidos.