Criovida - Super Papás

Super Papás

Perguntas frequentes

Tal como a futura mamã passa por grandes transformações físicas e psicológicas durante a gravidez, também o pai vai sentir mudanças psicológicas e emocionais. E também precisa de ajuda e de coragem para aprender a lidar com esta nova situação. As diferenças entre o papel de mãe e de pai são cada vez mais pequenas e ambos são responsáveis por tomar conta um do outro. Também não ia querer perder esta oportunidade, pois não? Esteja alegremente disponível para ela e sempre pronto para responder aos seus mais estranhos desejos; vai ver que compensa!

E se ainda tem alguns receios, aproveite para ficar um bocadinho mais esclarecido:

  • Vou conseguir aguentar o parto?
  • Claro que sim, não tenha medo. Há muitos homens que têm medo de desmaiar, de vomitar ou de não conseguir dar apoio à futura mamã durante o trabalho de parto; mas estes receios vão logo desaparecer se estiver bem preparado e se pensar que é o melhor para si e para a sua família.

  • Tenho que ver o nascimento propriamente dito?
  • A vantagem de um pai assistir ao nascimento de um filho é a de poder partilhar um momento único. Lembre-se que está lá para dar força à futura mamã e dar-lhe todo o apoio possível. Não tem que ver nada em pormenor; só tem que estar ao lado dela.

  • Qual é o meu papel na sala de parto?
  • O seu papel é o de ser pai, tão simplesmente. E o lugar de um pai é ao lado da mulher, mantendo com ela um contacto visual, ajudando-a a respirar, a relaxar e a fazer força, com palavras de motivação e de encorajamento.

  • E se ela não quiser que eu assista ao parto?
  • Respeite isso. Pode tentar falar de novo com ela sobre o assunto, mas não a tente forçar a nada. Embora o ideal seja estarem os dois juntos a partilhar o momento, às vezes as mulheres têm medo ou vergonha, porque elas próprias não sabem bem o que as espera. Mas não custa relembrar-lhe as vantagens e que só vai querer estar lá para ela.

  • Posso cortar o cordão umbilical?
  • Sim, basta falar previamente com a equipa médica que vai assistir o parto. Com mais ou menos descontracção, vai poder cortar o cordão umbilical e sentir que participa mesmo, e activamente, no nascimento do seu filho. Estes momentos são inesquecíveis e fortalecem os laços, quer entre pai, mãe e filho, quer entre o próprio casal.

  • Depois de o bebé nascer, ela vai continuar a gostar de mim?
  • Não se preocupe; o amor chega para todos. Depois da chegada do bebé, a sua companheira não se vai esquecer de si, nem vai centrar todo o seu amor e atenção no recém-nascido. Transmita-lhe confiança e explique que ambos se vão concentrar muito nas necessidades do bebé, claro; mas que vão sempre reservar tempo para os dois, como casal.

  • Vou conseguir ser um pai de família e cuidar de todos?
  • É natural que o seu instinto protector se revele agora maior que nunca e que sinta que está perante a situação mais desafiante da sua vida. É verdade! Mas não há razão para alarme. Cada família tem o seu ritmo e cabe aos dois, pai e mãe, encontrar o equilíbrio. E só vivendo, estando presente e tratando da família é que aprendemos. Aos poucos e com calma vai tudo correr bem.

Como ajudar?

A gravidez não é uma coisa só das mães. Os pais devem envolver-se e querer fazer parte activa deste milagre da vida. Vai ver que é fácil e que de dia para dia isso se torna natural. Cada vez mais vai querer acompanhar a gravidez bem de perto: ir às consultas, estar presente nos exames e, claro, no momento do nascimento.
O seu papel é importante porque passa também por prestar apoio à futura mamã, partilhar afectos e ajudá-la. Tenha uma boa dose de paciência à mão: ela está a enfrentar um aumento de sensibilidade, com possíveis tensões e crises de choro, está emocionalmente instável e com uma maior necessidade de protecção. Lembre-se que todo o seu estado é influenciado pelas alterações hormonais.

Esteja presente. Partilhe as tarefas da casa e os cuidados com o futuro bebé, partilhe as angústias. Facilite a vida dela, e vai estar a facilitar a sua também, mas não a deixe sentir-se inútil ou culpada.
Dê asas à sua criatividade: invente técnicas de relaxamento e massagens para aliviar as dores, os incómodos e o cansaço dela.
Converse sobre o que sente, dê-lhe segurança para o futuro acima de tudo.
Claro que o pai também tem necessidades de afecto e de compreensão. Por isso é que é tão importante a sua atitude: uma coisa leva à outra e idealmente as manifestações de afecto vão ser mútuas.

O dia do Parto

É agora, chegou o Grande Dia: vai ser pai! Quer participar e ajudar a futura mamã? Envolva-se e colabore para que ela não tenha nenhuma preocupação e se possa concentrar em ter o vosso bebé. O parto é um momento único e repleto de afectos, aproveite-o ao máximo.

Veja algumas formas de ser útil chegada a hora:

  • Leve também uma mala sua para a maternidade. É sempre bom ter algumas coisas essenciais consigo: uns sapatos confortáveis, uma camisa lavada, uma almofada, para aguentar os tempos de espera, e algo para comer.

  • Encarregue-se de guardar os cartões do seguro ou outras informações médicas, para poder tratar de tudo o que forem questões burocráticas na maternidade. Trate desses assuntos por ela.

  • Tudo o que ela precisar: uma bebida, um medicamento ou resolver qualquer coisa que a faça sentir-se incomodada.

  • Quando entrar na sala de parto finalmente, lembre-se que sua função principal é ajudá-la a manter-se concentrada e descontraída. O trabalho de parto pode prolongar-se por muito tempo.

  • Se ela estiver muito impaciente, irrequieta, incomodada e descarregar em si, é normal! A mistura de emoções e todo o esforço físico são os verdadeiros culpados; não leve a mal. Use truques que a podem acalmar: massaje-lhe os pés, penteie-a com os seus dedos ou simplesmente segure-lhe na mão.